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Viva Patrice Lumumba, o herói congolês!
Patrice Lumumba é filho de camponeses de uma aldeia chamada Onalua, na região de Sankuru, quando seu país ainda era o Congo Belga. Ao longo da vida, teve por base os valores comunais passados por seus pais confrontando-se com o mundo colonial construído a sua volta.
Em torno dos anos 1950, começou a trabalhar no serviço de correios na cidade de Stanleyville, o emprego mais duradouro que teve. Logo, começou a cooperar com a imprensa local. Chegou a ser preso acusado de fraudar o sistema dos correios, o que acabou por intensificar sua atuação política. Tornou-se um intelectual autodidata e em outubro de 1958 fundou o Movimento Nacional Congolês (MNC), o primeiro partido político nativo, pautado no ideal pan-africanista e pela unidade nacional. A liderança de Lumumba crescia, sua oratória juntava cada vez mais congoleses pela causa da independência, o que tensionou a elite belga. Lumumba foi preso por desobediência civil após uma manifestação, mas o MNC forçou a sua soltura para as negociações políticas após a vitória do grupo nas eleições.
A independência foi oficializada em 30 de junho de 1960, com Lumumba eleito como primeiro-ministro. Seu discurso permaneceu nacionalista, pontuando que a verdadeira libertação congolesa viria com a total emancipação da África com a Europa em questões econômicas, sinalizando para a possível estatização das mineradoras em seu país, o que colocou os investidores estrangeiros, donos dessas cooperativas em alerta. Após sua vitória, uma rebelião na província de Katanga estourou com o apoio das empresas de mineração... Nessa época, foi enviada ajuda da União Soviética para conter o motim, o que irritou ainda mais as elites estrangeiras e o próprio ocidente (em especial, EUA, Bélgica e Reino Unido).
Lumumba foi deposto num golpe e colocado em prisão domiciliar. Tentou fugir em dezembro de 1960, mas foi capturado pelas milícias golpistas e em 17 de janeiro, foi torturado e morto. Seu assassinato é considerado um dos mais emblemáticos do século XX, e no início do milênio as potências colonizadoras citadas assumiram sua responsabilidade e influência no caso.

